Como escolher um fornecedor de desenvolvimento sob medida — 12 perguntas antes de assinar
Guia consultivo pra empresa que já se queimou com agência sumindo, código sem documentação ou plataforma que virou refém. Estas 12 perguntas separam fornecedor sério de fábrica de proposta.
Antes de assinar contrato de desenvolvimento sob medida, faça essas 12 perguntas pro fornecedor. Se ele der 3 ou mais respostas "ruins" (marcadas em vermelho abaixo), risco alto — vá pra próxima empresa. Se der 8 ou mais respostas "boas" (marcadas em verde), provavelmente é sério.
1. Quem escreve o código: vocês ou terceirizado?
Ruim: "Trabalhamos com uma rede de freelancers/parceiros conforme demanda." Fornecedor terceiriza tudo, some depois.
Bom: "Nosso time interno faz. Se precisamos de reforço específico (design, IA), a gente contrata pontualmente, mas o desenvolvedor responsável fica."
2. Quem é o interlocutor técnico depois que o projeto entrega?
Ruim: "Depois da entrega você fala com nosso suporte / abre chamado no sistema."
Bom: "A mesma pessoa que atendeu no comercial e desenvolveu continua sendo seu ponto. Você não é rebotado pra atendimento genérico."
3. O código-fonte fica comigo depois?
Ruim: "O código é nosso — a licença de uso é sua." Ou pior, silêncio.
Bom: "Após a quitação, o código-fonte, repositório Git e acessos ficam com você. Sem lock-in."
4. Tem documentação técnica ao final?
Ruim: "Tem README no projeto." Ou "cada desenvolvedor documenta do jeito dele."
Bom: "Todo projeto entrega RUNBOOK (operação: como reiniciar, restaurar backup, deploy) e ARQUITETURA (decisões técnicas com o porquê). Se outro dev entrar em 3 anos, não vai reconstituir do zero."
5. Vocês testam antes de subir pra produção?
Ruim: "Sim, testamos no seu servidor." Ou seja, você é o QA.
Bom: "Temos ambiente de staging que espelha produção. Nada sobe sem passar por lá, com smoke test e banco validado do zero."
6. Como funciona a manutenção depois?
Ruim: "A gente atende conforme aparece, cobrança por hora." (leia-se: você não sabe o custo mensal, e a resposta pode ser em uma semana ou nunca.)
Bom: "Plano mensal fixo com SLA — cada tipo de incidente tem meta de resposta. Crítico atendido em até X horas, 24/7. Você sabe o custo e o compromisso."
7. E se aparecer um bug crítico às 22h de sexta?
Ruim: "Segunda a gente vê." Ou "manda WhatsApp que talvez alguém vê."
Bom: "Sistema fora do ar é S1. Notificação automática dispara pra plantão. Meta de resposta em 1h, 24/7 — inclusive fim de semana e feriado."
8. Como vocês avaliam o problema antes de orçar?
Ruim: "Manda o briefing por e-mail que a gente devolve orçamento." Ou proposta pronta em 24h sem entender nada.
Bom: "Fazemos diagnóstico dedicado antes de mandar valor. Dependendo do porte é uma reunião (Leve), um dia inteiro (Médio) ou uma semana (Profundo). O diagnóstico é entregável — você fica com ele mesmo se não fechar."
9. Meu projeto vai dividir infra com outros clientes?
Ruim: "Sim, todos rodam no mesmo servidor multi-tenant." (Incidente do vizinho pode virar seu.)
Bom: "Cada cliente tem instância própria (single-tenant). Banco próprio, código isolado, backup independente. Problema em outro cliente não te afeta."
10. LGPD entra no escopo ou é feature premium?
Ruim: "Colocamos banner de cookies quando você pede." Ou "isso a gente vê depois."
Bom: "Banner de cookies, política de privacidade, consentimento em formulário e mapa de dados pessoais entram por padrão. Sem custo extra. É requisito de projeto, não upgrade."
11. Se o site cair, como eu vou saber antes do meu cliente?
Ruim: "Se você avisar a gente age." (Você descobre pelo cliente, sempre.)
Bom: "Monitor 24/7 verifica uptime, tempo de resposta, certificado SSL, disco e memória. Se alguma coisa passa do limite, alerta automático vai pra equipe antes do usuário perceber."
12. Vocês têm alguém que já operou um projeto por mais de 3 anos?
Ruim: "Somos uma empresa nova e crescendo!" (Provavelmente já perdeu 5 clientes que descobriram problema depois de 1 ano.)
Bom: "Sim, temos projeto em produção há [X] anos com o mesmo cliente e mesmo desenvolvedor responsável. Você pode falar com ele."
Bandeiras vermelhas óbvias (que muita gente ignora)
- Portfólio só com screenshots, sem link vivo. Se você não consegue clicar e ver o projeto no ar hoje, provavelmente saiu do ar (ou nunca subiu).
- Proposta que vem em 2h após primeiro contato. Não tem como cotar sério sem entender o problema. Ou é template genérico, ou é chutômetro.
- "Não temos site próprio" ou "está em manutenção há 6 meses." Casa de ferreiro, espeto de pau. Se nem eles conseguem cuidar do próprio, o seu vira o quê?
- Sem CNPJ ou contrato formal. Não emite nota fiscal, não assina papel. Quando algo dá errado, você não tem pra onde correr.
- Preço muito abaixo do mercado. Serviço subvalorizado ou não vai ser entregue, ou vai virar problema. Preço muito acima também é ruim (mas menos perigoso).
Perguntas que valem o dobro
Se você só puder fazer três perguntas, faça essas:
- "Me mostra um projeto que vocês operam há mais de 3 anos, ainda no ar, e me deixa falar com o cliente."
- "Depois que entregam, quem é o interlocutor técnico? Qual o SLA de resposta a incidente crítico?"
- "O que exatamente eu recebo no fim: código-fonte, repositório Git, RUNBOOK, ARQUITETURA?"
Fornecedor sério responde as três em 5 minutos. Fornecedor problemático foge, generaliza, muda de assunto ou pede "vamos primeiro fechar a proposta que depois a gente conversa".
Quer conversar com quem responde essas 12 direto?
A Sancloud responde no comercial — sem esperar o contrato assinar. É diagnóstico entregável, mesmo se você não fechar.
